Visita de estudo à Casa da Música e Museu Serralves no Porto
No passado dia 8 de maio, 86 alunos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga que frequentam o curso Básico de Música em regime articulado nos agrupamentos de escolas protocoladas de Maximinos e Mosteiro e Cávado, realizaram uma visita de estudo inesquecível à Casa da Música e Museu Serralves no Porto.
De manhã, as turmas do 5º e 6º ano de escolaridade tiveram a oportunidade de participar numa Oficina de Música Tradicional Portuguesa, viajando nas sonoridades da “Ró da Graça”, “A Padeirinha”, “Vai de centro ao centro” ou “Eu vi este povo a lutar”. Exploraram instrumentos tradicionais portugueses, adicionou-se alguma modernidade com sinos de mesa ou metalonotas, cantaram a duas vozes, dançaram, em resumo, fez-se a festa toda!
Depois de um delicioso piquenique no jardim do Parque de Serralves, os alunos visitaram a exposição “Meteorizações”, primeira exposição antológica da artista Filipa César em Portugal, que reúne mais de quinze anos de pesquisa, produção e colaborações com cineastas e investigadores. A mostra apresenta filmes, objetos e documentos que evocam eventos históricos como a desobediência antifascista portuguesa e a resistência anticolonial guineense, atravessando os arquivos audiovisuais do período das lutas de libertação. O título remete para um conceito geológico usado por Amílcar Cabral para pensar a relação entre território, história e transformação.
Para terminar a visita de estudo, os alunos alargaram os seus conhecimentos sobre Biodiversidade percorrendo o “Treetop Walk” do Parque, projeto de arquitetura concebido por Carlos Castanheira e Álvaro Siza Vieira em 2019.
Assim se cumpriram alguns dos objetivos mais nobres que alicerçam o Projeto Educativo do Conservatório de Braga:
– Proporcionar momentos de exploração e fruição musical fora da sala de aula de forma reforçar o seu sentido / a sua componente artística e motivar para a aprendizagem;
– Reforçar a formação académica e de cultura geral dos alunos no contacto direto que estabelecem com obras de arte musical e literária, valorizando-se assim o património material e imaterial;
– Fomentar as relações interpessoais e desenvolver competências socioemocionais em contextos de aprendizagens diversificados;
– Reforçar o sentimento de pertença a uma comunidade musical de uma escola como o CMCGB que se afirma humanista;
– Fortalecer as relações entre os diferentes elementos da comunidade educativa do Conservatório de Música C. Gulbenkian de Braga e escolas protocoladas, AE de Maximinos e AE Mosteiro e Cávado como contributo para o sucesso escolar no regime articulado de música;
Fica a promessa que continuaremos, juntos, a fazer da Cultura uma enorme Festa!”
Sofia Papaioannou









